- Reduzo o açúcar para metade na maioria das receitas. E tento usar sempre açúcar mascavado, amarelo… Caso tenham oportunidade, experimentem substituir o açúcar por xarope de ácer (maple syrup);
- Substituo as gorduras (margarina, óleo, azeite…) por óleo de coco, por ser uma gordura mais saudável;
- Não uso ovos. Substituo-os por 1 banana esmagada, 2 colheres de sopa de puré de maçã, 1 colher de sopa de sementes de linhaça moída com 3 colheres de água (é preciso misturar bem e deixar repousar, mais ou menos, 5 minutos) ou substituto de ovos (seguir a instrução da embalagem para o equivalente a 1 ovo).
Gosto de cozinhar. Gosto muito de cozinhar. Gosto de conhecer alimentos novos. sabores novos. Segredos novos. Tive a sorte de nascer numa família de boas cozinheiras. E de ter muitas lembranças felizes de momentos à volta dos tachos, do forno a lenha... e da mesa! Gosto de comer. Gosto muito de comer. Gosto de comer comida feita com amor. Bonita. Colorida. Gosto de descobrir novas formas de cozinhar velhos sabores. Gosto de animais. E, por isso, não os como. Mimo-os.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Ainda a propósito de doces...
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Panquecas simples… ou do que vocês quiserem! – Vegan
A receita base é:
1 chávena de chá de farinha
peneirada (se for integral, tanto melhor!)
1 colher de sopa rasa
de açúcar (é melhor se for mascavado)
1 chávena de chá de
leite de soja
1 colher de chá de
fermento em pó
1 pitada pequenina de
sal
1 colher de sopa de óleo
de coco (podem substituir por outra gordura)
Mãos à obra:
Misturem os
ingredientes secos com uma vara de arames e, em seguida, juntem o leite. Envolvam
muito bem.
Num pires, coloquem
uma colher de sopa de óleo de coco. Peguem num guardanapo, dobrem-no como que a
fazer um pincel e molhem-no um bocadinho no óleo. Passem-no por toda a superfície
da frigideira.
Pausa breve para breve
explicação:
Prefiro o guardanapo
ao pincel de silicone, por exemplo, porque o guardanapo leva menos gordura e, o
que nós queremos, é acrescentar uma película muito fina de gordura.
Continuemos…
Com uma colher de
servir, deitem a massa na frigideira depois de quente. Eu, em regra, deito
sempre 1 ¼ colher, mas, se vocês gostarem da panqueca mais gordinha ou mais
fininha… façam-na!
Pausa para mais uma
breve explicação:
Tenham ou não
ingredientes especiais, antes de deitarem massa na frigideira, mexam-na sempre
com a vara de arames, assim fica sempre bem distribuída e não vai acontecer,
por exemplo, as primeiras panquecas terem ingredientes especiais em doses
residuais e as últimas em doses excessivas.
Agora sim, é mesmo o
final…
Deixem assar
devagarinho e, quando começarem a aparecer bolhinhas e as panquecas tiverem um
aspecto cozido, virem-na e deixem-na assar mais um bocadinho.
Comam a panqueca com
doce, com fruta, com iogurte…
Bom apetite! J
Esta é a parte do que
vocês quiserem:
O ingrediente
especial, se decidirem que deve haver um, é ao vosso gosto!
Algumas possibilidades:
Canela q.b.
Baunilha q.b.
1 banana triturada
1 rodela de ananás
triturado (se usarem enlatado, reduzam a quantidade de leite, para a massa não
ficar muito líquida)
½ chávena de chá de
puré de morango, com alguns morangos em pedaços pequenos, para dar uma textura
diferente
½ chávena de chá de puré
de frutos vermelhos…
Nota importante para os
morangos e frutos vermelhos:
As panquecas ficam
muito bonitas se tiverem fruta em pedaços, mas usem pedaços pequenos, para a
panqueca não ficar muito húmida e os pedaços não saírem.
Outra coisa
importante:
Se o ingrediente
especial for seco, juntem-no aos ingredientes secos, se for húmido, juntem-no só
depois do leite.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Lasanha de soja
A lasanha de soja é
outro prato que aprecio bastante. Se a soja for bem temperada, pode passar
despercebida aos estômagos mais resistentes à comida vegetariana. J
Nota: Uma vara de
arames é excelente para um molho bechamel sem grumos!
Ingredientes para o recheio:
2 chávenas de soja granulada
1 cebola grande
4 dentes de alho
3 tomates secos (opcional)
1 lata de cogumelos laminados (opcional)
Polpa de tomate q.b.
Água q.b.
Sal, cominhos ou garam masala q.b.
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de água
Ingredientes para o molho bechamel:
2 colheres de sopa de margarina vegetal
3 ou 4 colheres de farinha de trigo
1 litro de leite de soja
Sal, pimenta preta moída e noz-moscada moída
q.b.
E ainda:
Placas de lasanha q.b.
Orégãos ou salsa seca picada q.b.
Mãos à obra para o recheio:
Demolhem a soja. Piquem a cebola e o alho e cortem o tomate seco em
tiras. Coloquem o azeite e as duas colheres de sopa de água num tacho e juntem
os ingredientes anteriores. Deixem-nos cozinhar em lume brando até a cebola
ficar translúcida. Juntem polpa de tomate a vosso gosto e os cogumelos. Sempre em
lume brando, deixem borbulhar. Espremam a soja e… tacho! Nesta altura, juntem
um pouco de água, não muita, para não ficar com molho a mais, mas o suficiente
para deixar a soja húmida. Juntem sal e cominhos/garam masala a gosto. Deixem apurar, ou seja, ferver baixinho,
durante 5 minutos. Caso tenham juntado muita água, deixem ferver baixinho até o
excesso de água ter evaporado.
Mãos à obra para o molho bechamel:
Derretam a margarina vegetal em lume brando, para não queimar. Vão juntando
a farinha e mexendo sempre com uma vara de arames. Assim que o fundo do tacho não
tiver farinha seca à vista, comecem a juntar o leite aos poucos, tipo uma chávena
de café de cada vez. Vão sempre mexendo com a vara de arames, para não ficarem
grumos. Sempre que a mistura estiver um creme liso, vão juntando mais um pouco,
mais um pouco… quando já tiverem adicionado um quarto do leite, mais ou menos,
juntem o restante leite e continuem a mexer. Juntem sal, pimenta e noz-moscada
a gosto. Mexam sempre, devagarinho, até terem um creme homogéneo.
Caso aconteça a farinha não ser suficiente para conseguirem um creme, vão
juntando farinha com uma peneira, muito devagarinho e sem nunca deixar de
mexer. Peçam ajuda a alguém, se não conseguirem fazer tudo sozinhos. É muito
importante que a farinha seja logo absorvida pelo creme ou correrão o risco de
ter grumos no vosso bechamel.
Não tirem a vara de arames do bechamel, vão precisar dela até ao fim!
Depois de tudo pronto, recheio e bechamel, coloquem, no fundo de um
tabuleiro, um fio de azeite muito pequeno, o suficiente para, com um pincel de
cozinha, espalharem o azeite por toda a área do fundo do tabuleiro. Coloquem
placas de lasanha, recheio, bechamel, placas de lasanha no sentido contrário da
primeira vez e… sempre assim até acabarem o recheio. Mexam o bechamel com a
vara de arames até ele ficar novamente homogéneo. Acabem com molho bechamel
polvilhado com os orégãos ou a salsa picada. Levem ao forno até a massa estar
cozida (espetem um garfo e, se não houver “resistência”, está pronta!).
Bom apetite! J
Nota: A lasanha é muito boa no dia seguinte, depois de a massa ter tido
tempo para absorver todos os sucos!
Bifes de glúten panados
Os bifes de glúten são uma das minhas refeições preferidas! Um
dos segredos desta receita é o pão ralado ser muito fino. Se o vosso não for, não
se preocupem! Triturem-no na picadora!
Bifes de glúten panados – Vegan (2 pessoas)
Ingredientes:
2 fatias de glúten
Sumo de ½ limão
Sal, alho em pó e
pimenta moída q.b.
Pão ralado q.b.
Salsa seca picada q.b.
2 colheres de sopa de
azeite
Mãos à obra:
Temperem os bifes de
glúten com sal, alho em pó, pimenta moída e o sumo de limão e deixem-nos
misturar sabores durante, mais ou menos, 15 minutos. Depois, misturem pão
ralado com salsa seca picada numa tigela. Passem os bifes pelo pão ralado,
garantindo que os bifes estão absolutamente cobertos de pão ralado.
Coloquem 1 colher de
azeite na frigideira, os bifes em cima e a outra colher de azeite bem distribuída
por cima dos bifes.
Levem a lume brando,
até o pão ralado estar douradinho.
Acompanhem com arroz de
feijão e uma salada a vosso gosto.
Bom apetite! J
Tempeh salteado
O tempeh não é um alimento muito pacífico em termos de sabor.
Mas, bem cozinhado, é muito bom! Esta receita simples e permitir-vos-á jogar
com a quantidade de molho de soja (cuidado com o sal!), para atenuar um pouco o
sabor forte do tempeh.
Tempeh salteado – Vegan (2 pessoas)
Ingredientes:
2 blocos de tempeh
1 colher de sopa de
azeite
1 ½ colher de
sopa de molho de soja
Mãos à obra:
Cortem o tempeh em
cubinhos pequenos. Aqueçam o azeite numa frigideira e juntem o tempeh. Em lume
brando, deixem o tempeh ir cozinhando até ficar ligeiramente torradinho. Juntem
o molho de soja e misturem bem. Deixem cozinhar, sempre em lume brando, até evaporar
o molho de soja.
Podem tentar juntar
outros sabores: sumo de limão, pimenta moída, alho em pó… Sejam criativos e
digam-me qual é a vossa combinação preferida!
Bom apetite! J
Tofu e alho-francês à Brás
Alguns apontamentos antes da receita:
Apesar de a receita original ser com batatas fritas, eu
utilizo batatas pré-fritas assadas no forno. É muito simples: deitem a quantidade
de batatas que querem utilizar num tabuleiro e levem-nas ao forno ainda congeladas.
Deixem-nas assar e torrar até estarem ao vosso gosto e utilizem-nas como se
tivessem sido fritas. Cuidado para não as mexerem antes de elas estarem firmes,
para não se desfazerem todas. E não as deixem torrar muito! Este processo leva,
dependendo do vosso forno, mais ou menos 1 hora.
Sim, sei que as batatas ficam mais sequinhas, mas a
quantidade de óleo no prato é infinitamente menor e, por isso, é muito mais
saudável, que é o nosso objectivo. Certo? :)
Dito isto:
Tofu e alho-francês à Brás – Vegan (2 pessoas)
Ingredientes:
2 blocos pequenos de
tofu
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 alho-francês médio
2 colheres de sopa de
azeite
Batatas pré-fritas
assadas q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
Mãos à obra:
Coloquem o azeite, com
a cebola em tiras, os dentes de alho picados, a folha de louro cortada ao meio e
o alho-francês em rodelas num tacho. Deixem cozinhar em lume brando até todos
os ingredientes estarem translúcidos. Vão mexendo de vez em quando para não pegar.
Entretanto, cortem o tofu em cubos. Juntem-nos ao preparado anterior e deixem
cozinhar, em lume brando, durante mais ou menos 5 minutos.
As batatas já estão
assadas como gostam? Juntem-nas ao preparado do tofu e misturem tudo muito bem.
Sirvam com uma salada
ao vosso gosto.
Bom apetite! :)
Nota: esta receita pode ser feita só com alho-francês ou com cogumelos, por exemplo, com óptimos resultados. Experimentem!
A soja, o tofu, o tempeh e o glúten, também conhecido como seitan
A pensar, sobretudo, em quem quer começar a explorar a
cozinha vegetariana e não sabe muito bem como, hoje vou falar-vos de alguns
alimentos que encontrarão muitas vezes nos chamados “pratos principais”, mas
não só: a soja, o tofu, o tempeh e o glúten, também conhecido como seitan.
SOJA
A soja texturizada existe na forma de soja fina (parecida com carne picada, depois de hidratada), soja grossa e bifes de soja. É essencial que seja hidratada, qualquer que seja a sua forma. Se tiverem pressa, podem colocá-la
em água quente, entre 10 a 15 minutos. No caso da soja fina, mesmo em água
fria, hidrata rapidamente. Seja qual for o tipo de soja texturizada que estão a
utilizar, é fundamental que seja bem espremida.
Sem este passo, será como uma esponja, com muito pouco ou mesmo sem qualquer
sabor e ainda menos interesse.
Dica: No caso da soja fina, para evitar desperdícios, utilizo
um coador de rede fina ou uma peneira. Coloco lá a soja hidratada e, com uma
colher de servir, espremo-a contra a rede do coador ou da peneira, consoante o
que estiver a utilizar. As perdas são mínimas.
Depois de hidratarem e espremerem a soja, podem utilizá-la
como utilizariam carne.
TOFU
O tofu é um derivado da soja. Depois de coalhar leite de
soja, a pasta resultante é prensada, dando origem aos blocos de tofu. Pode ter
várias texturas, desde mais mole a mais duro. O tofu mais mole pode ser utilizado
em molhos, sobremesas, batidos… O tofu mais duro é utilizado, sobretudo, para
cozer, assar, grelhar, saltear… O limite das utilizações do tofu é, desculpem-me
o lugar-comum, a imaginação!
O tofu pode ser comprado avulso, embalado e, até,
desidratado.
Quando embalado, pode ser refrigerado ou conservado em
recipientes à temperatura ambiente.
Seja comprado avulso ou embalado, o tofu deve ser passado por
água limpa e, no caso de não ser imediatamente consumido, colocado num
recipiente com água suficiente para o cobrir, no frigorífico. Para conservá-lo
durante, mais ou menos, uma semana, devem trocar a água todos os dias.
No caso de ser desidratado, deve ser hidratado, seguindo as
instruções da embalagem.
Já tentei fazer o meu próprio tofu algumas vezes, mas ainda não
fiquei contente com o resultado. Felizmente, é já bastante fácil encontrar
tofu, apesar de, em Portugal, ainda ser um pouco dispendioso.
Na Ásia, o tofu é muito barato e é possível encontrá-lo em quase
todos os mercados. Se andarem por estes lados, algumas sugestões: comprem o
tofu mais branquinho que encontrarem e que esteja conservado na água mais
transparente. Não o comprem se a água estiver turva e o tofu tiver uma espécie
de nata à volta. O tufu também não deve ter um cheiro muito activo, por isso,
se quando abrirem o “balde” de tofu o cheiro for forte e desagradável,
esqueçam! Tofu velho, é muito mau!
Sempre que comprarem tofu no mercado, avulso, fervam-no, cerca
de 15 minutos, imerso em água ou a vapor. No caso de o tofu ter uma consistência
mais mole, pode desfazer-se se o ferverem imerso em água.
TEMPEH
O tempeh é outro derivado da soja. Os feijões de soja, depois
de descascados, são demolhados e cozidos. Depois de arrefecidos são inoculados
com um bolor. Depois de conservados durante, pelo menos, 24 horas num ambiente
quente, temos blocos de tempeh.
O tempeh pode ser assado, estufado, frito…
Depois de me informar sobre como fazer tempeh com uma
professora de culinária, fiz uma pesquisa, há uns meses, e descobri que também
podemos fazer tempeh de amendoim e, até, introduzir outros ingredientes no
tempeh tradicional, mas devido à dificuldade que tenho tido em encontrar o
bolor à venda, ainda não experimentei. Talvez no futuro. J
Em Portugal, o tempeh é caro. Na Ásia, é muito barato e fácil
de encontrar em qualquer mercado. Comprem o que tiver um aspecto mais
branquinho.
Glúten
O glúten, explicando isto de forma muito simples, é a cola da
farinha. J É possível encontrar nacos de glúten no supermercado, em vácuo
e em recipientes herméticos. Também é possível amassar farinha de trigo e lavá-la,
para conseguir isolar o glúten, mas nunca tive necessidade de o fazer. Eu compro
farinha de glúten e faço o meu próprio glúten, o que me permite acrescentar
sabores e conseguir uma massa mais fofinha.
O glúten pode ser assado, estufado, grelhado…
O segredo destes alimentos é, sempre!, serem bem temperados! Experimentem,
com mais ou menos ousadia, misturá-los com os sabores de que mais gostam!
Para os mais inseguros, as receitas vêm a seguir! J
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